Carlos Drummond e Pedro Nava "conversam" na Praça do Encontro

Estátuas de Carlos Drummond de Andrade e Pedro Nava
Estátuas de Carlos Drummond de Andrade e Pedro Nava
Literatura e amizade são representadas no Centro de Belo Horizonte por meio das esculturas em tamanho real dos escritores Carlos Drummond de Andrade e Pedro Nava. As estátuas, com 200 kg e 1,70 m de altura cada, retratam o que seria uma conversa entre os amigos que se destacaram na cena literária brasileira.

As esculturas foram produzidas pelo artista plástico Léo Santana e inauguradas em 2003, ano em que os escritores completariam 100 anos.

Carlos Drummond - Drummond, consagrado poeta brasileiro, nasceu em Itabira, em Minas Gerais. Carlos Drummond de Andrade e Pedro Nava se conheceram na capital e iam com frequência ao Café Estrela, local muito visitado por escritores da época. Drummond costumava dizer que o amigo possuía uma capacidade meio demoníaca, meio angélica de transformar em palavras o mundo feito de acontecimentos.

O autor itabirano marcou a segunda fase do Modernismo brasileiro, em 1930, com o lançamento do livro "Alguma Poesia". Entre suas obras poéticas e de prosa, destacam-se “Brejo das Almas”, “Sentimento do mundo”, “Confissões de Minas”, “Contos de aprendiz”, “Passeios na Ilha” e “Fala, amendoeira”. Várias produções do poeta foram traduzidas para o espanhol, inglês, francês, italiano, alemão, sueco, tcheco e outras línguas. Drummond foi, seguramente, por muitas décadas, o poeta mais influente da literatura brasileira, tendo também publicado diversos livros em prosa.

Pedro Nava - Formado em medicina pela Universidade Federal de Minas, Nava é mineiro de Juiz de Fora e participou da geração modernista de Belo Horizonte. Como escritor, tornou-se o maior memorialista da literatura brasileira, autor de seis livros. O primeiro foi “Baú de Ossos” – um registro completo da vida social e cultural de Belo Horizonte nas primeiras décadas do século passado. Depois deste, vieram ainda “Balão Cativo”, “Chão de Ferro”, “Beira-Mar”, “Galo das Trevas” e “O Círio Perfeito”. Por este último, recebeu, em 1984, o prêmio "Livro do Ano", concedido pelo Museu de Literatura da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.

 


Local: Praça do Encontro (Antiga Praça Professor Alberto Deodato) – Rua Goiás com Rua da Bahia – Centro
Data de inauguração: 13 de dezembro de 2003