Giramundo: bonecos que ganham vida

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No Giramundo, do Apocalypse ao nascimento de bonecos

Os bonecos ganham vida nas apresentações do Grupo Giramundo
Os bonecos ganham vida nas apresentações do Grupo Giramundo
Há mais de um século, Carlo Collodi, jornalista e escritor italiano, deu vida à história mais conhecida de uma marionete em todo o mundo, o Pinóquio. Mas o planeta também reconhece, hoje, que o boneco, imortalizado nos desenhos animados de Walt Disney, não é o único a ter uma alma e conquistar fãs, seja no Brasil ou em outros continentes. Em um galpão enorme de Belo Horizonte, as marionetes ganham vida e conversam com os visitantes e com plateias, trazendo a magia dos grandes espetáculos a capital mineira.


Para muitos pode até parecer estranho que um boneco tenha vida, mas é exatamente isso o que acontece no trabalho do Grupo Giramundo. Os espetáculos, produzidos em um ritmo acelerado, transformam Belo Horizonte em uma das capitais com excelência em montagem de apresentações para teatro de bonecos.

 

Produto de Minas que encanta gerações de crianças e adultos, o Giramundo se mantém como um dos poucos grupos do país que ainda trabalham exclusivamente com a arte de bonecos. Criado em 1971, o grupo é reconhecido e premiado internacionalmente destacando-se como centro de referência mundial no ofício de encantar os públicos com a arte de dar vida aos bonecos.

 

Referência Mundial em Teatro de Bonecos

Idealizado por Álvaro Apocalypse, Terezinha Veloso e Maria do Carmo Vivacqua Martins, o Giramundo tem em sua raiz a paixão pela arte de criar bonecos. E foi com dedicação, amor e muita pesquisa que Álvaro Apocalypse, falecido em 2003, deixou um legado para toda a capital mineira. Além de levar cultura de qualidade para a população, o grupo trabalha, em seus espetáculos, com conscientização ambiental, problemas sociais e questões de importância mundial.

As montagens realizadas pelo Grupo Giramundo apresentam uma variada gama de temas que vão desde os folclóricos, abordando as lendas, histórias, cantigas e tradições mineiras, passando pelas manifestações da rica cultura brasileira e ainda tratando de questões mais universais, como a temática da loucura.

 

Um sonho de museu

O Grupo Giramundo disponibiliza um espaço exclusivo, onde a população e visitantes da capital mineira podem ter acesso às marionetes usadas nos espetáculos da companhia. O acervo percorre a história do grupo, unificando em um mesmo espaço marionetes, fotografias, desenhos e projetos originais criados para as peças teatrais. 

Inaugurado em 2001, o museu possui um completo referencial didático para quem deseja aprender ou se aprofundar na arte do teatro de bonecos, além, claro, do público mineiro que adora conhecer mais sobre a cultura da cidade. Um dos pontos chaves do museu é que todos os bonecos são originais, não existem réplicas, são os mesmos admirados pelo público nos grandes espetáculos do Giramundo. 

 

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Saiba qual a diferença dos bonecos do Giramundo

Boneco de Balcão - Derivação do “bunraku” japonês, esse tipo de boneco exige  a presença de três manipuladores para ganhar vida. Eles se vestem de preto para não serem vistos e manipulam por trás, apoiando o boneco em um balcão, estante ou mesa.  

Boneco de Vara - É montado sob uma vara principal que orienta e sustenta o conjunto do boneco. Ele é manipulado de baixo para cima e existe sempre uma tapadeira onde fica escondido o marionetista.

Tringle - O boneco tem o corpo sustentado por uma vara de ferro. Possui movimentos bruscos e ao mesmo tempo rápidos.

Boneco de Luva - Mais conhecido no Brasil como fantoche, é o boneco mais utilizado no mundo. Como é encaixado como uma luva, exige muito dos marionetista que, muitas das vezes, manipulam e interpretam mais de um personagem ao mesmo tempo.

Marionetes - Bonecos com fios de uma construção bastante complexa. Possuem dezenas de fios que convergem para a cruz de manipulação, onde o marionetista irá trabalhar detalhadamente movimentos, nos bonecos, similares aos dos humanos.

Onde fica:

Rua Varginha, 245 – Floresta
Preço dos ingressos – R$5,00 e R$2,50 (meia entrada)
Terça à Sábado – 9h às 17h
Informações pelo telefone: (31) 3446-0686