Primeira Virada Cultural leva 200 mil pessoas às ruas de Belo Horizonte

Quarta-feira, 18 Setembro, 2013 (Todo dia)

por: Assessoria de Comunicação - Foto: Divulgação UNA

Divulgação UNA

Chegou ao fim a Primeira Virada Cultural de Belo Horizonte. Promovida pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura, a festa levou mais de 200 mil pessoas às ruas, praças e parques da cidade, além de diversos outros espaços fechados como o Sesc Paladium, Palácio das Artes e centros culturais. Foram mais de 24 horas ininterruptas com shows musicais, DJ’s, espetáculos teatrais, blocos carnavalescos e de cultura popular, exposições e oficinas.
 
A Praça da Estação sediou o principal palco da Virada Cultural. Lá, além de shows e apresentações de artistas locais como a Orquestra Mineira Brega e Brother Soul, o público também pode ver os principais shows do fim de semana. Na abertura da Virada Cultural, o grupo Pato Fu apresentou o espetáculo “Música de Brinquedo”, mesclando canções tradicionais do grupo com músicas do universo infantil. Na sequência, Elba Ramalho subiu ao palco acompanhada da Orquestra Sinfônica Arte Viva, sob regência do Maestro Amilson Godoy. Dona de um timbre inconfundível e de uma energia eletrizante, a cantora paraibana levantou o público presente. O show foi uma homenagem ao cantor Dominguinhos, que faleceu em julho. No dia seguinte, a Vesperata de Diamantina, em apresentação na sacada do Museu de Artes e Ofícios, e o tradicional grupo Demônios da Garoa, fecharam a programação.  
 
 
Diversidade cultural
 
A marca da Primeira Virada Cultural de BH foi a diversidade de estilos. No Parque Municipal, por exemplo, a diversidade podia ser notada ao se deslocar de um palco para outro. Ao mesmo tempo em que a Cia Burlantins apresentava o show Clara Negra (uma homenagem a Clara Nunes) no palco principal, um sarau literário acontecia no coreto e o Quarteirão do Samba levantava a galera na Praça do Trenzinho.
 
A Praça da Liberdade recebeu shows de música instrumental, erudita, além de performances de artes plásticas e ocupações artísticas em diálogo com as atividades do Circuito Cultural. Por lá passaram Chico Lobo, Déa Trancoso, Cobra Coral, além de músicos do programa BDMG Instrumental.
 
Outro exemplo da diversidade da Virada Cultural de BH é a Rua Arão Reis (embaixo do Viaduto Santa Tereza) que foi palco da arte urbana nas suas mais diversas representatividades, das manifestações do movimento do hip hop, como shows de rap, som dos DJs, dança do break dance e a pintura do grafite, até performances cênicas e shows de rock.
 
A Virada é Lei
 
A partir de agora, Belo Horizonte promoverá anualmente a Virada Cultural. Um projeto de autoria do vereador Daniel Nepomuceno (PSB) aprovado em 2012 determina que o evento com duração de 24 horas seja incluído no calendário oficial da cidade. A festa acontecerá sempre no mês de setembro, e, como a deste ano, terá apresentações artísticas diversas como teatro e música, dança, entre outras artes.