Recuperação da Lagoa da Pampulha alcança metas estabelecidas

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Quarta-feira, 22 Março, 2017

por: Assessoria de Comunicação

Água da Pampulha liberada para esportes náuticos e pesca esportiva

Lagoa da Pampulha

A Prefeitura apresentou, nesta quarta-feira, dia 22, em sua sede, no Centro, o resultado do trabalho de recuperação da qualidade da água da Lagoa da Pampulha. As metas estabelecidas estão sendo atendidas e os trabalhos seguem cumprindo o cronograma definido. As metas finais estabelecidas em contrato para a 1ª etapa da prestação dos serviços, que correspondem ao enquadramento da lagoa nos padrões de Classe 3, conforme Resolução CONAMA 357/05 e DN COPAM/CERH/001-08, foram alcançadas no final de dezembro de 2016. 
           
            Essa classificação permite, por exemplo, a recreação de contato secundário, ou seja, a prática de atividades em que o contato com a água seja esporádico ou acidental e a possibilidade de sua ingestão é pequena, tais como a pesca amadora e o iatismo.
           
            Os trabalhos de recuperação da qualidade da água da Lagoa da Pampulha começaram em março do ano passado. O investimento nesses serviços é de cerca de 30 milhões de reais, numa ação do Programa Pampulha Viva, financiado pelo Município junto ao Banco do Brasil e ao BDMG. Nos próximos meses, até o final de 2017, a contratada dará sequência às atividades de manutenção da qualidade da água, que deverá permanecer atendendo aos parâmetros da Classe 3.
 
            Na execução dos trabalhos são utilizados dois remediadores. Um deles tem a função de degradar o excesso de matéria orgânica (Demanda Bioquímica de Oxigênio - DBO) e reduzir a presença de coliformes fecais (E. coli). O outro remediador é capaz de promover a redução do fósforo e controlar a floração de algas. Ambos são registrados junto ao Ibama, e já foram testados em outros lugares do Brasil e do exterior, com excelentes resultados.
 
            Cabe ressaltar que a Sudecap realiza ainda diariamente a limpeza do espelho d’água da Lagoa. O volume diário de lixo recolhido é de cerca de 10 toneladas durante o período de estiagem e de 20 toneladas no período chuvoso.
 
            Importante destacar a importância de que sejam cumpridas as metas estabelecidas pela Copasa para a ampliação da cobertura pelo sistema de esgotamento sanitário na bacia hidrográfica de contribuição à lagoa, inclusive com investimentos em manutenção preventiva e corretiva, de forma a minimizar ocorrências de vazamentos que venham a aumentar a carga de poluição afluente à represa.
 
            É fundamental que se tenha a compreensão de que, mesmo com o enquadramento da água da Lagoa da Pampulha em Classe 3, ela continuará sujeita a variações em sua qualidade, pois se trata de um lago urbano, que sempre será afetado por fontes poluidoras (poluição difusa em função da lavagem do solo pelas chuvas, eventuais vazamentos no sistema de esgotamento sanitário, lançamento de efluentes domésticos ou industriais clandestinos) que podem superar a sua capacidade de autodepuração.
 
            O grande diferencial alcançado é que hoje a lagoa está muito mais resiliente, respondendo em curto prazo às agressões provocadas pelo aporte de poluentes que provocam alterações na qualidade de sua água, estando com a sua capacidade de autodepuração aumentada em função da ação dos remediadores aplicados durante a 1ª etapa dos serviços.
 
Foto: D-Fly Drones / Acervo Belotur